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Cinema
I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 3DAUGHTERS OF THE DUSTJulie DashUSA | 1991 | 113 min.Julie Dash foi a primeira mulher negra a realizar uma longa-metragem com distribuição comercial alargada nos Estado Uni...
CICLO: ARTHUR JAFA - THE DARK MATTER OF BLACK CINEMA | DAUGHTERS OF THE DUST
2020-03-08
I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 3
DAUGHTERS OF THE DUST Julie Dash USA | 1991 | 113 min. Julie Dash foi a primeira mulher negra a realizar uma longa-metragem com distribuição comercial alargada nos Estado Unidos, e Daughters of the Dust é esse filme. Situado em 1902, o filme narra a história de três gerações de mulheres da família Peazant – descendentes de escravos que vivem nas ilhas junto à costa da Carolina do Sul –, no momento em que algumas dessas mulheres se preparam para abandonar as suas origens e migrar para o Norte. As imagens icónicas de Daughters of the Dust devem-se a Arthur Jafa, naquele que foi o seu primeiro trabalho como diretor de fotografia (Jafa seria igualmente um dos produtores do filme), tendo, essas duas participações, obtido os prémios respetivos no festival de Sundance, em 1991. O filme foi restaurado em 2016 e será exibido numa deslumbrante nova cópia digital, em formato 2K.
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- Dias2020-03-08
I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 2FOUR WOMEN Julie DashUSA | 1975 | 8 min.O corpo negro da bailarina Linda Martina Young metamorfoseia-se ao som da balada homónima de Nina Simone, em quatro diferentes ...
CICLO: ARTHUR JAFA - THE DARK MATTER OF BLACK CINEMA | FOUR WOMEN / SCORPIO RISING / HANDSWORTH SONGS
2020-03-07

I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 2
FOUR WOMEN Julie Dash USA | 1975 | 8 min. O corpo negro da bailarina Linda Martina Young metamorfoseia-se ao som da balada homónima de Nina Simone, em quatro diferentes mulheres. Julie Dash (que além de ter colaborado com Arthur Jafa, foi com ele casada) filma esta performance vibrante com uma câmara em permanente movimento e através de uma direção de arte rica e meticulosa.
SCORPIO RISING Kenneth Anger USA | 1963 | 28 min. Em Scorpio Rising, Kenneth Anger (nome fundamental do cinema underground americano) exibe com clareza a força cultural do rock e a materialização das suas energias demoníacas, através de uma colagem de música, cinema comercial, sexo e kitsch (mas também cultura motard, catolicismo, nazismo e homoerotismo). Arthur Jafa explica que "Além de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Scorpio Rising é o filme que, provavelmente, teve o maior impacto sobre mim.”
HANDSWORTH SONGS John Akomfrah UK | 1986 | 61 min. Handsworth Songs é um filme-ensaio sobre racismo e desordem civil na Grã-Bretanha dos anos 1980, em particular sobre os protestos que decorreram em setembro e outubro de 1985 no distrito de Handsworth, em Birmingham, e nos centros urbanos de Londres. O filme desenvolve a tese de que os distúrbios foram o resultado de uma prolongada repressão da comunidade negra pela sociedade britânica, através do recurso inventivo a imagens de arquivo, imagens fotográficas e atualidades.
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I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 1BODY AND SOULOscar MicheauxUSA | 1925 | 79 min.Encurtado pelo próprio Micheaux, por imposição dos licenciadores da época que acusaram o filme de "incitar o crime...
CICLO: ARTHUR JAFA - THE DARK MATTER OF BLACK CINEMA | BODY AND SOUL
2020-03-01
I CAPÍTULO: MADE IN AMERICA / MAKING AMERICA - SESSÃO 1
BODY AND SOUL Oscar Micheaux USA | 1925 | 79 min. Encurtado pelo próprio Micheaux, por imposição dos licenciadores da época que acusaram o filme de "incitar o crime”, ser "imoral” e "sacrílego, Body and Soul conta com a primeira participação em cinema do famoso ator negro Paul Robeson que interpreta dois personagens diametralmente opostos: o criminoso disfarçado de reverendo Isaiah T. Jenkins, e o seu irmão gémeo há muito desaparecido, Sylvester, um homem pobre, mas honesto. Entre paixões e crimes (próprios ou atribuídos a outros), entre pequenas falcatruas e condenações injustas, numa tensão entre as fraquezas da carne e as coisas da alma, Micheaux propõe, como nele é corrente, uma narrativa difusa e turbulenta que é, além disso, um dos primeiros exemplos da sua visão ideologicamente complexa sobre as questões raciais.
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O Signo do Caos, 2003Rogério SganzerlaBR | 80 min. | m>12"O Signo do Caos” é a obra derradeira do mítico cineasta brasileiro do Cinema Marginal, Rogério Sganzerla. Terminada já depois da sua morte, aqui...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | O SIGNO DO CAOS - ROGÉRIO SGANZERLA
2020-02-23

O Signo do Caos, 2003 Rogério Sganzerla BR | 80 min. | m>12 "O Signo do Caos” é a obra derradeira do mítico cineasta brasileiro do Cinema Marginal, Rogério Sganzerla. Terminada já depois da sua morte, aqui o realizador deu continuidade à experimentação formal que caracteriza a sua obra: rodado em 16mm e 35mm, misturando imagens a preto-e-branco e coloridas, filmadas no presente ou oriundas de arquivos, numa torrente de sons e formas. Tudo começa quando um suspeito carregamento chega à alfândega do Rio de Janeiro, nele encontram-se as latas de película do filme que Orson Welles rodou no Brasil, mas que nunca chegou a terminar, "It’s All Ture”. Antes que o mundo possa ver essa preciosidade há que entregar os conteúdos ao chefe dos censores, Dr. Amnésio, que depressa inicia a mutilação do filme a bem da imagem do país. Através de uma trama policial, perto do cinema noir, Sganzerla elabora uma parábola sobre a liberdade de expressão, a história e as condições da produção cinematográfica no Brasil. A exibir em nova cópia digital.
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Palavra e Utopia, 2000Manoel de OliveiraPT, BR, IT, SP, FR | 130 min. | m>12"Palavra e Utopia” não é um filme histórico nem um documentário, mas uma estória contada por Manoel de Oliveira sobre o jesuíta seiscenti...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | PALAVRA E UTOPIA - MANOEL DE OLIVEIRA
2020-02-16

Palavra e Utopia, 2000 Manoel de Oliveira PT, BR, IT, SP, FR | 130 min. | m>12 "Palavra e Utopia” não é um filme histórico nem um documentário, mas uma estória contada por Manoel de Oliveira sobre o jesuíta seiscentista Padre António Vieira, o mais conhecido orador religioso português. O filme foi rodado no Brasil, em Portugal e em Roma, lugares por onde passou o Padre (aqui representado na sua juventude por Ricardo Trêpa, na idade adulta por Luís Miguel Cintra e na velhice por Lima Duarte). Tendo sido um homem visionário, crítico, nem sempre compreendido pela Igreja, foi amigo e confidente do rei D. João IV, resistiu à Inquisição e pregou a favor da liberdade dos índios, dos escravos e dos negros em altura de colonização portuguesa. Um homem com o dom da palavra que lutou por uma utopia: o mito do Quinto Império. O filme começa em 1663, quando o célebre pregador é chamado a Coimbra para comparecer diante do tribunal da Inquisição, altura em que revê a sua juventude. A sessão será antecedida por uma apresentação do ator Luís Miguel Cintra.
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Djamilia, 2018Aminatou EchardFR | 84 min. | m>12Tendo estudado etnomusicologia e cinema, a realizadora Aminatou Echard visitou pela primeira vez os países da Ásia Central em 2006: o Quirguistão, Uzbequistão e o Cazaquistão...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | DJAMILIA - AMINATOU ECHARD
2020-02-09
Djamilia, 2018 Aminatou Echard FR | 84 min. | m>12 Tendo estudado etnomusicologia e cinema, a realizadora Aminatou Echard visitou pela primeira vez os países da Ásia Central em 2006: o Quirguistão, Uzbequistão e o Cazaquistão. Na sua bagagem levou dois objetos: uma câmara de filmar em película Super-8 e um livro, o romance "Jamilia” do mais importante escritor quirguiz, Tchinghiz Aïtmatov. Este foi o rastilho para um filme que é uma viagem pictórica pela paisagem do Cáucaso, uma procura pela insubmissa personagem que dá título ao livro de Aïtmatov e, por fim, um retrato polifónico das mulheres quirguizes e do que é ser mulher nesta região do mundo. Estreado no Festival de Berlim de 2018 e exibido um pouco por todo o mundo desde então, esta é a estreia em Portugal deste documentário intimista sobre aquilo que define a liberdade.
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- Horário17h00 - 18h30
- Dias2020-02-09
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Preso egon denaren gogoa, 2018SP | 5 minEUS | m>12 | Legendado em portuguêsPreso é um mini-filme que integra o filme coletivo sobre a obra do poeta, escritor e ensaísta basco Joseba Sarrionandia, a longa-metragem Gure ...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | PRESO EGON DENAREN GOGOA / COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL / EN ATTENDANT LES BARBARES
2020-02-02

Preso egon denaren gogoa, 2018 SP | 5 min EUS | m>12 | Legendado em português
Preso é um mini-filme que integra o filme coletivo sobre a obra do poeta, escritor e ensaísta basco Joseba Sarrionandia, a longa-metragem Gure oroitzapenak, composta por outros onze filmes. Um projeto que visa a divulgação de um artista escassamente conhecido internacionalmente e pouco lembrado no próprio País Basco. O poeta havia participado no filme Faire la parole e, segundo Green, a sua obra é uma das mais importantes da literatura europeia contemporânea.
Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, 2018 PT, FR, BE | 26 min PT | m>12 | Legendado em português
A partir de 1924, o poeta Fernando Pessoa trabalha como escriturário na firma de importação e exportação Moitinho d’Almeida, Lda. O seu patrão sabe do seu talento para a escrita de versos e convida-o a criar um lema publicitário para uma nova bebida estadunidense que irá comercializar em Portugal, a Coca-Louca. Pessoa retira-se e é visitado por Álvaro de Campos que lhe ilumina a inspiração, com a frase "Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Só que o recém-criado Estado Novo teme pela saúde e a moral dos consumidores, proibindo e exorcizando o funesto refresco.
En attendant les barbares, 2017 FR | 76 min FR | m>12 | Legendado em português
A pretexto de uma oficina com atores em Toulouse, Eugène Green desenvolveu En attendant les barbares, uma sátira que desmonta, com fino humor, hábitos e convicções dos dias de hoje. As redes sociais anunciam a chegada dos bárbaros e o único sítio seguro é uma mansão medieval onde os telemóveis ficam à porta. Os donos da casa, um feiticeiro e uma feiticeira, convidam então os seis estranhos que lhes batem à porta — um casal de burgueses (o "bobo” e a "bobelle”), uma pintora, um sem-abrigo, um poeta celibatário e um autoproclamado não-burguês com ares de político (embora nem todos sejam, de facto, totalmente desconhecidos) — a percorrerem uma odisseia filosófica inexpressiva envolvendo magia, fantasmas, pintura e uma extensa encenação de um romance Arturiano. Simultaneamente, enfrentam as inseguranças e a ansiedade do século XXI.
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Le Fils de Joseph, 2016FR, BE | 113 minFR | m>12 | Legendado em portuguêsVincent, um adolescente de quinze anos, foi criado envolto no amor de sua mãe, que sempre se recusou a revelar-lhe o nome do pai. O jovem começa, entã...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | LE FILS DE JOSEPH
2020-02-01

Le Fils de Joseph, 2016 FR, BE | 113 min FR | m>12 | Legendado em português
Vincent, um adolescente de quinze anos, foi criado envolto no amor de sua mãe, que sempre se recusou a revelar-lhe o nome do pai. O jovem começa, então, a procurar e descobre que o pai é um editor parisiense, egoísta e cínico, Oscar Pormenor. Vincent não se conforma. O quadro que preenche toda uma parede do seu quarto — uma reprodução do Sacrifício de Isaac, de Caravaggio — inspira-lhe um plano de vingança, mas é nesse movimento que o encontro com Joseph mudará tanto a sua vida quanto a de sua mãe. A sexta longa-metragem de ficção de Eugène Green concilia todas as virtudes do cinema greeniano — a encenação rigorosa e "autoconsciente”, a erudição clássica declinada com "mistério”, um subterrâneo sentido de humor que tudo percorre e transfigura — numa história que começa em Paris, no meio de "intelectuais” e "críticos literários” (alvo habitual da verrina de Green), e termina junto à costa, numa bizarra (mas tão delicada como divertida) evocação da Natividade.
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- Horário17h00 - 19h00
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Faire la Parole, 2015FR | 116 minFR, EUS | m>12 | Legendado em portuguêsFaire la parole é a primeira incursão de Eugène Green no género documental, um retrato sobre os mistérios e as idiossincrasias do t...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | FAIRE LA PAROLE
2020-01-31
Faire la Parole, 2015 FR | 116 min FR, EUS | m>12 | Legendado em português
Faire la parole é a primeira incursão de Eugène Green no género documental, um retrato sobre os mistérios e as idiossincrasias do território Basco e da forma como este é reformulado pela própria língua, o euskera. Esta língua, de origem obscura senão mesmo mítica, é usada fundamentalmente na oralidade. Ao mesmo tempo que impõe uma visão do mundo, a língua define um país que atravessa fronteiras, conferindo coesão a toda uma região e às suas gentes. O filme centra-se num conjunto de jovens de nacionalidades espanhola e francesa, especialmente em três adolescentes que iniciam uma viagem pelas montanhas e pela sua própria identidade.
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- Horário21h30 - 23h30
- Dias2020-01-31
Les signes, 2006FR | 31 minFR | m>12 | Legendado em portuguêsUma mulher vive com os seus dois filhos (um, ainda criança, o outro, adolescente) numa pequena vila piscatório no País Basco francês. O seu marido, pescador, des...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | LES SIGNES / LA SAPIENZA
2020-01-26

Les signes, 2006 FR | 31 min FR | m>12 | Legendado em português
Uma mulher vive com os seus dois filhos (um, ainda criança, o outro, adolescente) numa pequena vila piscatório no País Basco francês. O seu marido, pescador, desapareceu misteriosamente há mais de cinco anos, mas ela não se conforma com isso. Como uma faroleira infatigável, acende todas as noites uma vela que coloca à janela na expectativa de que possa orientar o regresso desse Ulisses perdido a casa. O filho mais velho, cansado de esperar, decide procurar o pai ausente, interrogando vários dos que com ele trabalhavam. No decorrer desta busca, conhece um homem misterioso, que o interroga sobre as suas origens. O mesmo homem que ouvirá, ainda, as confidências da mãe a quem pergunta se, passado tanto tempo, seria ainda capaz de reconhecer o marido desaparecido.
La Sapienza, 2014 FR, IT | 101 min FR, IT | m>12 | Legendado em português
Alexandre é um prestigiado arquiteto que acaba de vencer um prémio importante. No auge da sua carreira, decide partir com a sua mulher, Alienor, para Itália onde pretende escrever um livro sobre a vida e obra de Francesco Borromini. A relação entre os dois já viu melhores dias e Alienor está bem ciente disso. Um dia, passeando à beira do lago Maggiore, conhecem casualmente Goffredo e Lavinia, dois irmãos no fim da adolescência. Ela está doente, ele iniciará brevemente a sua formação académica em arquitetura, e o encontro acidental depressa se torna num bom pretexto para a separação do casal. Alienor ficará em Stresa a cuidar de Lavinia, Goffredo partirá com Alexandre num périplo pelos edifícios de Borromini, entre Turim e Roma. O trabalho da luz nas obras do arquiteto barroco revela a Alexandre a necessidade de reenquadrar a sua vida e o seu casamento. E é por isso que no fim desta viagem a Itália, munidos de uma renovada sabedoria, o milagre sempre acaba por acontecer.
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- Horário17h00 - 20h00
- Dias2020-01-26
Correspondances, 2009FR, SK | 39 minFR | m>12 | Legendado em portuguêsVirgile e Blanche cruzaram olhares por breves instantes, na pista de dança de uma festa. Não se apresentaram, não se conhecem, não trocam uma só palavr...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | CORRESPONDANCES / A RELIGIOSA PORTUGUESA
2020-01-25

Correspondances, 2009 FR, SK | 39 min FR | m>12 | Legendado em português
Virgile e Blanche cruzaram olhares por breves instantes, na pista de dança de uma festa. Não se apresentaram, não se conhecem, não trocam uma só palavra, mas, a partir desse momento, Virgile enamora-se perdidamente por Blanche. Tímido, consegue o seu endereço de e-mail e escreve-lhe uma mensagem. Mas ela não só não se recorda dele, como ama outra pessoa, Eustache. Na senda de A Princesa de Clèves, de Madame de La Fayette, a relação amorosa que progressivamente se desenvolve entre os dois correspondentes vai adquirindo uma profundidade pouco conforme aos modos de vida contemporâneos, mas o amor triunfará e levará a melhor sobre a renúncia. Esta média-metragem retrata um triângulo amoroso na era da comunicação eletrónica e marca a estreia de Eugène Green no suporte digital. O filme resulta, aliás, do convite do festival de Jeonju, na Coreia do Sul, no âmbito da longa-metragem coletiva Memories (Jeonju Digital Project 2007), projeto que, nesse ano, teve igualmente a participação de Pedro Costa e Harun Farocki.
A Religiosa Portuguesa, 2009 FR, PT | 127 min PT, FR | m>12 | Legendado em português
Julie de Hauranne, uma jovem atriz francesa que fala a língua da sua mãe, o português, mas que nunca esteve em Lisboa, chega pela primeira vez a esta cidade, onde vai rodar um filme baseado nas Lettres portugaises de Gabriel de Guilleragues. Deambulando pela cidade nos intervalos da rodagem, deixa-se fascinar por uma freira que reza, todas as noites, na capela da Nossa Senhora do Monte, no alto da Graça. No decurso da sua estadia, a jovem trava uma série de breves conhecimentos mais mundanos que, à imagem da sua existência anterior, lhe parecem fugazes e inconsequentes. São personagens um pouco perdidas, dilaceradas pela efemeridade do amor, múltiplo e fragmentário. Mas uma noite Julie conversa com a freira que, em estado de graça, lhe fala de um amor uno e incorruptível que dará, finalmente, sentido à sua vida e ao seu destino.
Nota: Esta sessão será apresentada pelo realizador Luís Urbano.
Nasce em Águeda em 1968. É licenciado em Economia no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa. No período universitário destaca-se como dirigente associativo na Faculdade e na Associação Académica de Lisboa. Entre 1991 e 95, dedica a sua atividade em Lisboa à programação de teatro, música, vídeo e cinema no Gabinete das Festas de Lisboa e no Clube Português de Artes e Ideias. Em 1996 regressa às origens e funda em Vila do Conde, em parceria com amigos, a cooperativa de produção cultural Curtas Metragens, CRL, entidade responsável pela organização do Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde e pela Agência da Curta Metragem. Em 2005 torna-se produtor na O Som e a Fúria, produzindo até à data 18 longas-metragens, 9 documentários e 33 curtas-metragens. Na sua filmografia destacam-se, entre outros, os filmes de Miguel Gomes, os últimos filmes de Manoel de Oliveira (O Velho do Restelo e O Gebo e a Sombra), de Ivo M. Ferreira (Hotel Império e Cartas da Guerra), João Nicolau, Eugène Green (Como Fernando Pessoa Salvou Portugal e A Religiosa Portuguesa), Sandro Aguilar, Manuel Mozos (Ramiro e Ruínas), F. J. Ossang (9 Dedos), Petra Costa, Christine Laurent (Demain), Lucrecia Martel (Zama). Frankie de Ira Sachs, uma co-produção com a SBS, foi selecionado para a Seleção Oficial do Festival de Cannes 2019 – Em Competição. As últimas produções incluem filmes como: Technoboss de João Nicolau, Patrick de Gonçalo Waddington, Pedro de Lais Bodanzky; Viveiro de Pedro Marques; Um Animal Amarelo de Felipe Bragança. Selvajaria, de Miguel Gomes, encontra-se em pré-produção.
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- Horário17h00 - 20h00
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Le Pont des Arts, 2004FR | 126 minFR | m>12 | Legendado em portuguêsA terceira longa-metragem de Eugène Green cruza várias histórias de amores e desamores unidas por uma mesma música, o Lamento della Ninfa de Monteverdi. O...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | LE PONT DES ARTS
2020-01-19

Le Pont des Arts, 2004 FR | 126 min FR | m>12 | Legendado em português
A terceira longa-metragem de Eugène Green cruza várias histórias de amores e desamores unidas por uma mesma música, o Lamento della Ninfa de Monteverdi. O ambiente do filme desdobra-se entre a elite artística parisiense — um grupo de "aticistas” tão frívolos quanto corruptos — e a cena estudantil. Duas personagens destacam-se: Sarah, cantora lírica barroca que, esforçando-se por dar o seu melhor, é violentamente reprimida por um maestro de origem anglo-saxónica conhecido como "O Inominável”, e Pascal, estudante de filosofia que nunca mais termina a sua tese de mestrado. O niilismo de Pascal não é muito bem visto pela sua namorada, Christine, uma jovem intensamente dedicada aos estudos e pouco dada a crises existenciais. A angústia de Sarah não é totalmente compreendida por Manuel, um programador de computadores com quem vive. O desencontro ineludível dos dois casais dá lugar ao encontro, igualmente inevitável, entre Sarah e Pascal. Entre a simetria narrativa — a salvação de uma destas duas personagens dá finalmente sentido ao sacrifício da outra — e a contradição barroca, o filme fecha-se numa imagem invisível: ser duas pessoas ao mesmo tempo, sendo que uma delas está viva porque a outra está morta.
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2020-01-19
Le Nom du Feu, 2002FR | 20 minFR | m>12 | Legendado em portuguêsUm jovem marca uma consulta numa clínica. Quando é recebido pela médica, revela-lhe que é um lobisomem. Ela desconfia. O jovem convida-...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | LE NOM DU FEU / LE MONDE VIVANT
2020-01-18

Le Nom du Feu, 2002 FR | 20 min FR | m>12 | Legendado em português
Um jovem marca uma consulta numa clínica. Quando é recebido pela médica, revela-lhe que é um lobisomem. Ela desconfia. O jovem convida-a, então, a encontrar-se com ele numa noite de lua cheia para que assista à sua transformação. À hora combinada — portanto, à meia-noite —, a médica constata a metamorfose. Protegida pelo fogo, tenta convencer o monstro de que este ainda conserva parte da sua humanidade, uma vez que continua a deter o dom da palavra e a conhecer o nome do fogo.
Le Monde Vivant, 2003 FR, BE | 75 min. FR | m>12 | Legendado em português
Um ogre mantem reféns, no seu castelo, duas crianças. Estas destinam-se a um belo repasto que a sua mulher deverá, em breve, preparar. Há também um cavaleiro com um leão de estimação (um labrador?), acompanhado do seu escudeiro, o jovem Nicolas, que pretendem salvar as indefesas criaturas das mãos da besta. Face às dificuldades, pedem ajuda à mulher do ogre que, a ele estando presa pelo casamento — e, mais ainda, pela palavra — aproveita a ocasião para se livrar do marido e do trabalho de alimentar as crianças e a Donzela da Capela, outra prisioneira a viver no castelo do ogre. A segunda longa-metragem de Eugène Green é uma luminosa fábula medieval instalada no mundo contemporâneo, onde se reflete sobre os poderes da palavra.
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- Horário17h00 - 19h00
- Dias2020-01-18
Toutes les nuits, 2001FR | 112 min FR | m>12 | Legendado em portuguêsA primeira longa-metragem de Eugène Green inspira-se livremente na Primeira Educação Sentimental de Gustave Flaubert. Toutes les nuits foi escrito em...
EUGÈNE GREEN RETROSPETIVA INTEGRAL | TOUTES LES NUITS
2020-01-17

Toutes les nuits, 2001 FR | 112 min FR | m>12 | Legendado em português
A primeira longa-metragem de Eugène Green inspira-se livremente na Primeira Educação Sentimental de Gustave Flaubert. Toutes les nuits foi escrito em 1994, rodado em 1999 e distribuído em 2001, tornando-se um caso singular de receção crítica, que reconheceu a grande originalidade da estreia de Green no cinema (recebendo o prestigiado prémio Louis Delluc para melhor primeira obra). Ambientado em 1967, o filme centra-se nos percursos de dois amigos de infância (Henri e Jules) que passam juntos as últimas férias de verão. No final da adolescência, as suas vidas estão prestes a divergir, Henri partirá para Paris com vista a prosseguir a sua formação académica, Jules permanecerá no campo. As relações sentimentais de ambos, os seus primeiros amores e a paixão platónica que um deles alimenta por uma mulher que nunca viu, desenvolvem-se sob o pano de fundo de uma intensa troca epistolar. Com a eclosão do Maio de 68, a separação geográfica destes dois amigos — que podemos ver, também, como clivagem de uma mesma personalidade — será também uma separação emocional, vivencial e política.
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- Horário21h30 - 23h30
- Dias2020-01-17
Mimosas, 2016Oliver LaxeSP, MA, FR, RO, QA | 96 min.AR | m>12 | Legendado em portuguêsUma caravana leva um velho xeique moribundo pela parte marroquina da cordilheira do Atlas. O seu último desejo é ser enterrado na ci...
CARTA BRANCA A EUGÈNE GREEN | MIMOSAS - OLIVER LAXE
2020-01-12
Mimosas, 2016 Oliver Laxe SP, MA, FR, RO, QA | 96 min. AR | m>12 | Legendado em português
Uma caravana leva um velho xeique moribundo pela parte marroquina da cordilheira do Atlas. O seu último desejo é ser enterrado na cidade medieval de Sijilmasa, mas a morte não espera. Said e Ahmed dizem conhecer o caminho e prometem levar o corpo do soberano ao destino pretendido. No outro mundo, Shakib é escolhido para a sua primeira missão celeste: ajudar os viajantes a cumprir a palavra dada. A primeira longa-metragem de Oliver Laxe recebeu o prémio para melhor filme da Semana da Crítica no Festival de Cannes.
Acesso: Bilhete (1 sessão): 3€ Bilhete (Carta Branca - 4 sessões): 10€ Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€
- LocalAuditório Casa do Cinema Manoel de Oliveira
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2020-01-12
Braguino, 2017Clément CogitoreFR, FI | 49 min.RU | m>12 | Legendado em portuguêsClément Cogitore é um dos nomes mais sólidos do novo documentário francês e Braguino é uma íntima aproximação a ...
CARTA BRANCA A EUGÈNE GREEN | BRAGUINO - CLÉMENT COGITORE / LE PARC - DAMIEN MANIVEL
2020-01-11

Braguino, 2017 Clément Cogitore FR, FI | 49 min. RU | m>12 | Legendado em português
Clément Cogitore é um dos nomes mais sólidos do novo documentário francês e Braguino é uma íntima aproximação a uma comunidade siberiana, onde as únicas duas famílias que a constituem, isoladas num ermo gelado, se odeiam mutuamente. As crianças brincam junto ao rio, as mulheres ficam-se por casa nas lides domésticas e os adultos passeiam-se pela floresta na caça ao urso. Vencedor de mais de uma dezena de prémios em diversos festivais internacionais (incluindo o BAFICI, FID Marseille, Festival de San Sebastian, IndieLisboa e o Festival de Clermont-Ferrand).
Le parc, 2016 Damien Manivel FR | 71 min. EN | m>12 | Legendado em português
É Verão. Dois adolescentes encontram-se num parque relvado. Ele interessa-se por Sigmund Freud e ela era ginasta, até ter partido os dois pulsos. Conversam sobre coisas banais, vagueiam à sombra das árvores e apaixonam-se suavemente. Mas o pôr-do-sol marca a hora da despedida. Le parc é uma obra de baixo orçamento, onde o cinema está reduzido ao essencial: uma fábula cativante que caminha para o sinistro e o surreal. A segunda longa-metragem de Damien Manivel tem sido comparada a Sud sanaeha, de Apichatpong Weerasethakul.
Acesso: Bilhete (1 sessão): 3€ Bilhete (Carta Branca - 4 sessões): 10€ Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€
Outras sessões:
- LocalAuditório Casa do Cinema Manoel de Oliveira
- Horário17h00 - 19h30
- Dias2020-01-11
Conte d'Hiver, 1992Éric RohmerFR | 114 min.FR | m>12 | Legendado em portuguêsFélicie e Charles conheceram-se durante umas férias despreocupadas na Bretanha. Estavam apaixonados, mas um mal-entendido fe...
CARTA BRANCA A EUGÈNE GREEN | CONTE D’HIVER - ÉRIC ROHMER
2020-01-10
Conte d'Hiver, 1992 Éric Rohmer FR | 114 min. FR | m>12 | Legendado em português
Félicie e Charles conheceram-se durante umas férias despreocupadas na Bretanha. Estavam apaixonados, mas um mal-entendido fez com que se separassem, acabando por perder o contato. Félicie tornou-se mãe de uma menina de quatro anos, Elise: filha de Charles. Agora namora com Loïc, um bibliotecário, e tem como amante o seu chefe, Maxence. Mas na verdade ela não ama nenhum deles e permanece assombrada pela memória do pai de Elise. Por vezes observa os transeuntes no metro com a esperança de o voltar a ver. Conte d'’Hiver pertence à série dos Contos das Quatro Estações, de Éric Rohmer, que realiza aqui um intrincado jogo de equívocos bem-intencionados.
Acesso: Bilhete (1 sessão): 3€ Bilhete (Carta Branca - 4 sessões): 10€ Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€
Outras sessões:
- LocalAuditório Casa do Cinema Manoel de Oliveira
- Horário21h30 - 23h30
- Dias2020-01-10
Blow-Up, 1966Michelangelo AntonioniUK, IT | 111 min.EN | m>12 | Legendado em portuguêsBaseado no conto "Las babas del diablo" de Júlio Cortazar, Blow-Up é muitas vezes considerado a obra-prima de Michelangel...
CARTA BRANCA A EUGÈNE GREEN | BLOW-UP - MICHELANGELO ANTONIONI
2020-01-05
Blow-Up, 1966 Michelangelo Antonioni UK, IT | 111 min. EN | m>12 | Legendado em português
Baseado no conto "Las babas del diablo" de Júlio Cortazar, Blow-Up é muitas vezes considerado a obra-prima de Michelangelo Antonioni. O filme apresenta-se como um exercício de investigação sobre as relações, nem sempre muito claras, entre a realidade e a ilusão. Acompanha as peripécias de um fotógrafo que, de ampliação em ampliação de uma imagem, acaba por descobrir através dela um crime. Ou melhor, julga descobrir. Este é também um retrato de uma época, a mítica "swinging London" dos anos 1960. O filme venceu, à data da sua estreia, o Grande Prémio do Festival de Cannes.
Acesso: Bilhete (1 sessão): 3€ Bilhete (Carta Branca - 4 sessões): 10€ Estudante/Jovem, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 1,5€
- LocalAuditório Casa do Cinema Manoel de Oliveira
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2020-01-05
LA LETTRE [A CARTA]FR, PT, ES, 1999, 107 min.Manoel de OliveiraMademoiselle de Chartres teve um primeiro desgosto de amor: foi abandonada por um jovem que desejava manter com ela uma relação bastante livre. Uma noite, uma a...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | LA LETTRE / A CARTA - MANOEL DE OLIVEIRA
2019-12-29
LA LETTRE [A CARTA] FR, PT, ES, 1999, 107 min. Manoel de Oliveira
Mademoiselle de Chartres teve um primeiro desgosto de amor: foi abandonada por um jovem que desejava manter com ela uma relação bastante livre. Uma noite, uma amiga de sua mãe, a Mme. Silva, esposa do Diretor da Fundação Gulbenkian em Paris, apresenta-a a um médico de grande reputação. Este apaixonara-se pela jovem ao vê-la escolher um colar acompanhada pela mãe, numa famosa ourivesaria da Praça Vandôme. A jovem aceita casar com ele, sem no entanto sentir qualquer paixão. Esta paixão vai ter, no entanto, como alvo um jovem cantor da moda, Pedro Abrunhosa. Esta adaptação livre do famoso romance de Madame de Lafayette receberia o Prémio do Júri no Festival de Cannes, em 1999. La lettre seria igualmente considerado um dos melhores dez filmes do seu ano de estreia pela prestigiada revista Cahiers du cinéma.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-12-29
ESSAI D'OUVERTURE FR, 1988, 15 min.Luc MoulletMASCULIN FÉMININFR, SE, 1966, 110 min.Jean-Luc GodardA garrafa de coca-cola é um dos "assuntos” da exposição Eugène Green: A Imagem da Palavra. A esse respe...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | ESSAI D'OUVERTURE - LUC MOULLET / MASCULIN FÉMININ - JEAN-LUC GODARD
2019-12-22
ESSAI D'OUVERTURE FR, 1988, 15 min. Luc Moullet
MASCULIN FÉMININ FR, SE, 1966, 110 min. Jean-Luc Godard
A garrafa de coca-cola é um dos "assuntos” da exposição Eugène Green: A Imagem da Palavra. A esse respeito a Casa do Cinema propõe uma sessão dupla em torno desse icónico objeto do século XX. Para começar, uma divertida curta-metragem de Luc Moullet, onde o narrador dá conta das suas várias tentativas frustradas de abrir uma garrafa do adocicado refresco. Depois, Masculin féminin de Jean-Luc Godard, onde as duas partes do filme estão separadas por um cartão onde se lê, "Este filme poderia ser chamado Os Filhos de Marx e da Coca-Cola". A décima longa-metragem de Godard aborda a relação sentimental de Paul (Jean-Pierre Léaud), um jovem marxista, e Madeleine (Chantal Goya), cantora da "geração Coca-Cola". Baseando-se em dois contos de Guy de Maupassant, o realizador cria um importante retrato de uma juventude dividida e de uma sociedade que enfrenta a mudança.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h30
- Dias2019-12-22
71 FRAGMENTE EINER CHRONOLOGIE DES ZUFALLS [71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO]AUT, GR, 1994, 100 min.Michael HanekeA conturbada cronologia que dá título à terceira longa-metragem para cinema de Michael Haneke (fecha...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | 71 FRAGMENTE EINER CHRONOLOGIE DES ZUFALLS / 71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO - MICHAEL HANEKE
2019-12-15
71 FRAGMENTE EINER CHRONOLOGIE DES ZUFALLS [71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO] AUT, GR, 1994, 100 min. Michael Haneke
A conturbada cronologia que dá título à terceira longa-metragem para cinema de Michael Haneke (fechando a sua "Trilogia da frieza”) é baseada num facto real, ocorrido em Viena nas vésperas do Natal de 1993, quando um jovem invadiu um banco e disparou a eito sobre os presentes. O enredo do filme é composto por uma série de pequenas histórias, convidando o espetador a encontrar as ligações: um rapaz mendiga pelas ruas da cidade, um casal devolve uma criança adotada, outro casal, com um filho recém-nascido, vive o quotidiano do desemprego, um segurança bancário suporta um casamento sem afeto, um idoso solitário passa os dias em frente ao televisor, um estudante competitivo que não se conforma com a possibilidade da perda. Personagens de narrativas dispersas que compartilham um território de abandono, frustrações, desesperos, violência e incomunicação.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-12-15
LE BON FRANÇAIS MAL PARLÉFR, 2007, 12 min.Carlos FranklinI COMME IRANBE, 2014, 50 min.Sanaz AzariViver no estrangeiro e aprender a língua é uma verdadeira experiência. A abrir a sessão, a curta-metragem de Carlos...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | LE BON FRANÇAIS MAL PARLÉ - CARLOS FRANKLIN / I COMME IRAN - SANAZ AZARI
2019-12-08
LE BON FRANÇAIS MAL PARLÉ FR, 2007, 12 min. Carlos Franklin
I COMME IRAN BE, 2014, 50 min. Sanaz Azari
Viver no estrangeiro e aprender a língua é uma verdadeira experiência. A abrir a sessão, a curta-metragem de Carlos Franklin onde três textos de estudantes da língua francesa demonstram os primeiros três estados que ocorrem quando confrontados com uma língua estrangeira: tentar compreender, falar/auto-corrigir e traduzir. Depois, no filme de Sanaz Azari, I comme Iran (I de Irão, 2014), é dado a conhecer o espaço fechado de uma sala de aulas, em Bruxelas, onde um caderno de escola em Farsi, do tempo da Revolução Islâmica, leva um professor e a sua aluna (a realizadora) a redescobrirem uma língua, as imagens que vêm com ela e onde se esconde a liberdade. Dois filmes que ajudam a refletir sobre o domínio da palavra no contexto da diáspora e da importância da língua na forma de entender o mundo – em diálogo com a exposição Eugène Green: A Imagem da Palavra.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 18h30
- Dias2019-12-08
GERTRUDDK, 1964, 116 min.Carl Th. DreyerGertrud é uma mulher da alta sociedade, na casa dos quarenta, com um casamento que não a satisfaz. Certa de que o marido dá mais importância à vida profissional do que ao relacion...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | GERTRUD - CARL THEODOR DREYER
2019-12-01
GERTRUD DK, 1964, 116 min. Carl Th. Dreyer
Gertrud é uma mulher da alta sociedade, na casa dos quarenta, com um casamento que não a satisfaz. Certa de que o marido dá mais importância à vida profissional do que ao relacionamento entre os dois, Gertrud escolhe o dia em que ele é nomeado ministro para lhe confessar a sua infidelidade, pedindo-lhe, em seguida, o divórcio. Depois vai ao encontro do seu novo amante, um jovem pianista que a vê como um meio para ascender socialmente. A frase que Gertrud diz a um amigo resume a ideia-chave desta longa-metragem: "O amor de uma mulher e a profissão de um homem são inimigos mortais". Gertrud, o último filme realizado por Carl Th. Dreyer, foi muito mal recebido aquando da sua estreia, suscitando, no entanto, fortes paixões desde então – nomeadamente de realizadores como Manoel de Oliveira e Eugène Green, que o consideraram um dos seus filmes preferidos.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-12-01
InquietudeManoel de Oliveira PT, FR, ES, SW, 1998 > Fic., cor, 130’ PT | M>12São homens famosos, cobertos de honrarias, mas velhos, muito velhos. E então, para que o filho escape à decrepitude e à decadência...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | INQUIETUDE - MANOEL DE OLIVEIRA
2019-11-24
Inquietude Manoel de Oliveira PT, FR, ES, SW, 1998 > Fic., cor, 130’ PT | M>12
São homens famosos, cobertos de honrarias, mas velhos, muito velhos. E então, para que o filho escape à decrepitude e à decadência, que já não tardam, o pai incita-o a suicidar-se. Quando o pano cai sobre esta nota trágica, estamos nos anos 1930, no Porto, onde uma cocotte está à beira da morte numa mesa de operações, e resume assim a sua vida: "Tudo isto não é senão um detalhe". Há depois um amigo que conta a história de Fisalina, uma camponesa que um dia descobre que tem as pontas dos dedos em ouro. Manoel de Oliveira funde aqui, de forma surpreendente, três obras distintas: a peça de teatro "Os Imortais” de Prista Monteiro, e os contos "Suzy” de António Patrício e "A Mãe de um Rio” de Agustina Bessa-Luís. A sessão será antecedida por uma apresentação do cineasta Eugène Green, na véspera da inauguração da exposição Eugène Green: A Imagem da Palavra.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-11-24
Mayis Sikintisi / Nuvens de MaioNuri Bilge Ceylan TR, 1999 > Fic., cor, 130’ TR | Legendado em português | M>12Um filme, dentro de um filme, dentro de um filme. Em Nuvens de Maio o multipremiado Nuri Bilge Ceylan con...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | MAYIS SIKINTISI / NUVENS DE MAIO - NURI BILGE CEYLAN
2019-11-17
Mayis Sikintisi / Nuvens de Maio Nuri Bilge Ceylan TR, 1999 > Fic., cor, 130’ TR | Legendado em português | M>12
Um filme, dentro de um filme, dentro de um filme. Em Nuvens de Maio o multipremiado Nuri Bilge Ceylan conta a história de um realizador, Muzaffer, que procura fazer um filme muito parecido com a obra de estreia de Ceylan. Para isso Muzaffer regressa à sua aldeia natal em busca de atores, contando com a ajuda da sua mãe doente, do pai curioso e do primo desempregado, personagens que acabam por formar de facto o elenco deste filme. Nesses dias que passa no interior recôndito da Turquia, um rapaz, Ali, conserva no seu bolso um ovo cru: se não o quebrar receberá um bonito relógio. O segundo tomo da "trilogia provincial” (antecedido por Kasaba e sucedido por Uzak) marcou a afirmação internacional de um dos mais importantes cineastas turcos contemporâneos.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-11-17
Retrospetiva Réka Bucsi HU, FR, DK, 2014-2018 > Anim., cor, 45’ s.d. |M>12SYMPHONY NO. 42, 2014, 10’LOVE, 2016, 14’SOLAR WALK, 2018, 21’Dos primórdios do cinematógrafo à atualidade, a anima...
FIM DE SEMANA DE ANIMAÇÃO | RETROSPETIVA RÉKA BUCSI
2019-11-10
Retrospetiva Réka Bucsi HU, FR, DK, 2014-2018 > Anim., cor, 45’ s.d. |M>12
SYMPHONY NO. 42, 2014, 10’ LOVE, 2016, 14’ SOLAR WALK, 2018, 21’
Dos primórdios do cinematógrafo à atualidade, a animação tem sido território fértil para a experimentação visual e a inventividade formal no campo das imagens em movimento. Ao longo de um fim de semana serão apresentados filmes de dois dos mais premiados criadores do cinema de animação contemporâneo. No sábado, as distorções gráficas e narrativas de David OReilly (Kilkenny, Irlanda, 1985), que incorpora no seu trabalho todo o tipo de anomalias de software e processos de desintegração visual, explorando os limites entre os videojogos, a animação e os códigos da arte contemporânea; no domingo, o mundo quimérico de Réka Bucsi (Filderstadt, Alemanha, 1988) que, olhando para homens, animais e natureza através de uma lente surrealista, reinventa uma cosmologia própria e desconstrói os pressupostos da fábula.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-11-10
Retrospetiva David OReilly US, 2007-2017 > Anim., cor e preto e branco, 74’ > EN | Legendado em português | M>16IDENT, 2004, 1’RGB XYZ, 2007, 12’WOLF 2106, 2006, 3’OCTOCAT ADVENTURES, 2008, 5’PLEASE S...
FIM DE SEMANA DE ANIMAÇÃO | RETROSPETIVA DAVID OREILLY
2019-11-09

Retrospetiva David OReilly US, 2007-2017 > Anim., cor e preto e branco, 74’ > EN | Legendado em português | M>16
IDENT, 2004, 1’ RGB XYZ, 2007, 12’ WOLF 2106, 2006, 3’ OCTOCAT ADVENTURES, 2008, 5’ PLEASE SAY SOMETHING, 2009, 10’ ????? / HELL, 2009, 1’ BLACK LAKE, 2010, 3’ THE EXTERNAL WORLD, 2011, 17’ THE HORSE RAISED BY SPHERES, 2014, 3’ CHILDRENS SONG, 2014, 3’ WRONG NUMBER, 2014, 3’ NDA, 2014, 3’ THE FRACTALS, 2014, 3’ MOUNTAIN TRAILER, 2014, 1’ EVERYTHING, 2017, 11’
Dos primórdios do cinematógrafo à atualidade, a animação tem sido território fértil para a experimentação visual e a inventividade formal no campo das imagens em movimento. Ao longo de um fim de semana serão apresentados filmes de dois dos mais premiados criadores do cinema de animação contemporâneo. No sábado, as distorções gráficas e narrativas de David OReilly (Kilkenny, Irlanda, 1985), que incorpora no seu trabalho todo o tipo de anomalias de software e processos de desintegração visual, explorando os limites entre os videojogos, a animação e os códigos da arte contemporânea; no domingo, o mundo quimérico de Reka Bucsi (Filderstadt, Alemanha, 1988) que, olhando para homens, animais e natureza através de uma lente surrealista, reinventa uma cosmologia própria e desconstrói os pressupostos da fábula.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-11-09
FranciscaManoel de Oliveira PT, 1981 > Fic., cor, 166’ PT | M>12Francisca é interpretada por Teresa Meneses, a última heroína da "tetralogia dos amores frustrados". Oliveira filma a partir do romance "Fa...
DIA MUNDIAL DO CINEMA | FRANCISCA - MANOEL DE OLIVEIRA
2019-11-05
Francisca Manoel de Oliveira PT, 1981 > Fic., cor, 166’ PT | M>12
Francisca é interpretada por Teresa Meneses, a última heroína da "tetralogia dos amores frustrados". Oliveira filma a partir do romance "Fanny Owen”, de Agustina de Bessa-Luís, escrito com base em factos verídicos (Porto, século XIX, círculo intelectual e boémio de que fazia parte Camilo Castelo Branco). Francisca é uma jovem disputada pelos amigos e rivais, Camilo e José Augusto, acabando por casar com este último, numa relação que nunca chega a ser consumada. «Queria mostrar a beleza de uma mulher sacrificada e humilhada» (Manoel de Oliveira). Estreia no Porto do novo restauro digital do filme, em formato 4K. Sessão apresentada por José Manuel Costa, diretor da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário21h00 - 23h00
- Dias2019-11-05
House by the River [A Casa à Beira do Rio] Fritz LangUS, 1950 > Fic., preto e branco, 89' EN | Legendado em português | M>12Stepehn Byrne (Louis Hayward) é um escritor falhado e mentalmente perturbado....
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | HOUSE BY THE RIVER / A CASA À BEIRA DO RIO - FRITZ LANG
2019-11-03
House by the River [A Casa à Beira do Rio] Fritz Lang US, 1950 > Fic., preto e branco, 89' EN | Legendado em português | M>12
Stepehn Byrne (Louis Hayward) é um escritor falhado e mentalmente perturbado. Num momento em que a sua esposa, grávida, se ausenta de casa, o homem assedia a empregada doméstica que trabalha para eles e acaba por estrangulá-la acidentalmente. Com a ajuda do irmão John (Lee Bowman), fazem desaparecer o cadáver da rapariga, atirando-o à água. Só que o rio devolve o corpo às suas margens e agora todos os indícios apontam para o inocente John. Um dos filmes menos conhecidos de Fritz Lang, singularmente próximo do universo hitchcockiano com o tema da permutabilidade da culpa, é um thriller gótico de muito baixo orçamento que colocou o realizador numa batalha contra a comissão de censura.
- LocalAuditório da Casa do Cinema
- Horário17h00 - 19h00
- Dias2019-11-03
Jean Cocteau França, 1952 Documentário, cor, 36' Francês > Legendado em portuguêsBertrand MandicoFrança, 2011 Ficção, cor e preto e branco, 40' Francês > Legendado em portuguêsO enig...
DOMINGOS NA CASA DO CINEMA | LA VILLA SANTO SOSPIR - JEAN COCTEAU | BORO IN THE BOX - BERTRAND MANDICO
2019-10-27
Jean Cocteau França, 1952 Documentário, cor, 36' Francês > Legendado em português
Bertrand Mandico França, 2011 Ficção, cor e preto e branco, 40' Francês > Legendado em português
O enigmático poeta e realizador Jean Cocteau orienta-nos numa visita à sua villa Santo Sospir, uma moradia onde as paredes foram tatuadas com frescos pintados pelo próprio cineasta. Uma casa viva onde os motivos helénicos recheiam o imaginário. Em Boro in the Box, mergulhamos num retrato fantasista de Walerian Borowczyk, realizador polaco que se viu "encaixotado” (a ele e ao seu cinema) no nicho do cinema erótico. Uma casa-cinema com ares de prisão.
- LocalAuditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
- Horário18h00 - 19h30
- Dias2019-10-27
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